Como segundo Gundam dessa temporada de Outubro, Mobile Suit Gundam AGE dá continuidade à franquia de Gundam que iniciou-se em 1979.
Sendo a atual série de TV de Gundam, que foi precedido por SD Gundam Sangoku-den Brave Battle Heroes (não, não foi Gundam 00 que veio antes), o anime, em seu primeiro episódio, mostrou tentar manter o mesmo público alvo de sua última série: as crianças; mas não que seja ruim. Seu primeiro episódio teve semelhanças à outros animes, e até mesmo outros Gundam(!), como SEED e até mesmo 0079, mas claro, de uma forma mais moderada.
Fazendo uma análise geral do primeiro episódio, logo no começo temos um pequeno cliché de uma tragédia onde, como último esforço, entregam uma missão para o protagonista e claro, o mesmo se foca nesse objetivo até os dias atuais da trama. A Colônia onde é passada a estória é um lugar pacífico, que, dessa vez, não enfrenta nenhuma guerra, mas sim uma invasão de “seres robóticos” desconhecidos – que por sinal, causaram a primeira tragédia mostrada -; e claro, para proteger este local, na hora do tudo ou nada, nosso protagonista, Flit (que é muito obcecado pelo Gundam, aliás), controla o mobile suit e luta contra os invasores. Essa última parte, aliás, não é muito diferente do primeiro episódio de 0079 e SEED, como disse acima; a única diferença é a ausência de uma guerra entre humanos (dizendo isso como primeira impressão, pois o inimigo ainda é desconhecido).
Sobre os personagens, Flit até que é um garoto normal, se não fosse tão estudioso e estudioso (e rico!)… tudo pelo Gundam. Sua amiga, Emily, é a típica garota que se importa ao máximo com o protagonista, que não está nem aí em passar o tempo com ela. Não comentarei sobre os outros personagens, pois não tiveram muito foco. Mas, em todo caso, a personalidade dos personagens de Gundam AGE não se mostraram ser o ponto forte da série, até porque, a maioria são crianças e o anime não é tão, digamos, “pesado”, então não podemos esperar um Üso Ewin (Victory Gundam) lutando pela sobrevivência mesmo sendo mais novo do que os personagens de Gundam AGE.
Sobre a animação, não gostei muito. Quando paramos para pensar que a Sunrise produziu vários animes “porpurinados” de efeitos, como Gundam 00, Gundam Unicorn, Sacred Seven e Code Geass, por exemplo; não dá para acreditar que Gundam AGE teve uma produção tão básica, até mesmo nas cenas de luta entre os mecha. Entretanto, não tiveram falhas notáveis de desenho, mas ainda acho que a Sunrise tinha mais potencial para tal.
No geral, Gundam AGE mostrou em seu primeiro episódio o que muitos já acreditavam: que seria um Gundam moderado. Sem nenhum plot inovador e revolucionário e também com pouca violência, o anime ainda pode ter muitas coisas a mostrar nas próximas semanas. Com ótimos temas de abertura e encerramento, Gundam AGE vale a assistida, mas ao menos se tiver em mente que não será tão agitado quanto seus antecessores.


